A Inês tem um telefone piroso, das princesas com uns toques irritantes.
Todas as manhãs a caminho da escola mete o telefone a tocar e atende, e vai em amena cavaqueira, ela e o telefone, combinam cafés, idas à discoteca, enfim.... num diálogo elaboradíssimo, que se eu não soubesse, ia mesmo achar que ela estava a falar com alguém.
Às vezes também tem conversas em casa, e eu olho para ela e desato a rir, ela vira costas e enquanto vai para a casa de banho, para ter mais privacidade, diz para o telefone:
- espera que a minha mãe está a ouvir a conversa...que chata!!
E é assim...
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
E quem fala assim....
Café do costume, à hora de almoço:
eu - A sopa é de quê?
emprega 1 - É de feijão verde e feijão em grão.
empregada 2 - Feijão em grão? Nunca tinha ouvisto isso, tenho que te ensinar a falar Português.
eu - A sopa é de quê?
emprega 1 - É de feijão verde e feijão em grão.
empregada 2 - Feijão em grão? Nunca tinha ouvisto isso, tenho que te ensinar a falar Português.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Irmãos

Nestes últimos meses em que decidi dar um mano à Inês, estou assim um misto de sentimentos, se por um lado sinto que a minha família estará mais completa com mais um filho, e se acho que a Inês merece um irmão, por outro lado não me apetece nada passar por tudo outravez. Portanto estou assim que a obrigar-me a tomar esta decisão, porque sei que é a correcta e que não me vou arrepender, ok quando tiver que me levantar de 3 em 3 horas, de certeza que me vão passar coisas horríveis pela cabeça, mas isso é normal, depois eles dão um sorriso e passa :).
Mas isto tudo para dizer que nestes últimos dias me tenho apercebido, ainda mais da importância de ter um irmão.
Tenho presenciado de perto o que é ser filho único e passar por situações familiares muito difíceis, sem o apoio de um irmão. Não consigo imaginar, e quando tento, tenho a certeza que é horrível.
Tenho a sorte de ter irmãos, tenho uma mana adolescente que é uma querida, para quem quero estar sempre presente, quero que ela cresca e que veja em mim uma irmã/ amiga, com quem pode contar para tudo, afinal ainda me lembro muito bem do que foi ser adolescente, não foi assim há tanto tempo....ou se calhar foi.
Depois tenho o meu irmão, mais novo 4 anos, aquele com quem cresci, aquele que na adolescência achava que odiava, atormentava a minha vida, um verdadeiro pestinha, e na altura eu sabia que seria muito mais feliz se fosse filha única, não precisava dele para nada, ele só me chateava.
Lia o meu diário quando eu não estava em casa, fazia birras para entrar no meu quarto quando eu lá estava com as minhas amigas. Enfim, o típico irmão mais novo.
Há situações hilariantes, lembro-me de ele me apanhar a fumar, era eu uma míuda com a mania que era parva, fui apanhada por ele, que era o pior que me podia acontecer, porque o passo seguinte era ele ir contar à minha mãe, para que isso não acontecesse levei-o para uma vinha e obriguei-o a dar uma passa no cigarro, ficou roxo e tossiu imenso, mas foi a única maneira de eu garantir que ele não ia contar à minha mãe, com a desculpa de, não podes contar porque também fumaste. Até hoje nunca fumou, tal foi o trauma :)
Outro episódio fantástico foi a minha mãe ir buscar a vassoura para varrer a cozinha, e depara-se apenas com meio pau da vassoura, o que aconteceu??Quem estragou?? eis senão quando, o meu irmão passa à frente de casa, numa corrida de pneus com o que faltava do cabo da vassoura a empurrar.
Crescemos, juntos, passamos por várias fases, por muitos momentos complicados, outros felizes. Criamos uma cumplicidade grande e a nossa relação foi ficando cada vez mais forte e segura. E passou de dispensável para insubstituível.
É mais novo que eu, apesar de ser o dobro de mim, é aquela pessoa que diverte qualquer sitio onde vá, fala pelos cotovelos e tem teorias para tudo, arriscou na profissão sem ter uma rede por baixo, o que me enche de orgulho. Diz muitas parvoices, não concordo com muitas opiniões e atitudes, e às vezes acho que é uma criança com 1,80m, mas respeito-o enquanto pessoa. E apesar de ser mais novo do que eu, e de eu ter um forte sentimento de protecção em relação a ele, porque sou a irmã mais velha, também me sinto muito protegida por ele.
Seria menos feliz se ele não existisse, seria concerteza uma pessoa diferente.
Seria menos feliz se ele não existisse, seria concerteza uma pessoa diferente.
Por todas estas razões e mais algumas a Inês merece um irmão, quero que ela e o irmão sejam cúmplices, amigos, confidentes, quero formem uma equipa imbatível, que sejam felizes um com o outro.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Olha késta...
Uma pessoa tem um fim de semana calmo e tranquilo.
Uma pessoa vem segunda de manhã, fresca e fôfa iniciar mais uma semana de trabalho, e é brutalmente insultada por um anormal de um condutor.
Que raiva ,quem me dera ter 2Mts e 90 Kg para lhe dar cabo da tromba.
Agora tou aqui a rogar pragas, para que tenha um acidente, o carro vá para a sucata ele fique sem dentes da frente e não consiga dizer uma única palavra durante um bom período de tempo.
E ainda que se cruze comigo um dia, que precise muito da minha ajuda, para eu lhe fazer um real manguito.
BOI.
Uma pessoa vem segunda de manhã, fresca e fôfa iniciar mais uma semana de trabalho, e é brutalmente insultada por um anormal de um condutor.
Que raiva ,quem me dera ter 2Mts e 90 Kg para lhe dar cabo da tromba.
Agora tou aqui a rogar pragas, para que tenha um acidente, o carro vá para a sucata ele fique sem dentes da frente e não consiga dizer uma única palavra durante um bom período de tempo.
E ainda que se cruze comigo um dia, que precise muito da minha ajuda, para eu lhe fazer um real manguito.
BOI.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Prova não superada!
Pois é, sou mãe galinha nada a fazer. Dou aquele ar do, ah e tal dou-lhe 5 euros e ela fica entregue, balelas ... tudo balelas quando chega a hora da verdade começam-me a nascer penas e transformo-me numa verdadeira galinha.
A Inês tem 5 anos, o ano passado pela primeira vez ficou 3 noites longe de mim, na avó, e o longe foi apenas a distância entre Portimão e Carvoeiro que são o quê?? uns míseros Km.
Mas fui forte, e pensei, deixa de ser ridícula também tens direito a um fim de semana a dois, ela fica bem e está aqui ao ladinho.
E lá fomos nós todos contentes, recordar os velhos tempos em que eramos só os dois. Claro que ao segundo dia estávamos agarrados ao telemóvel a ver as fotos dela e tivemos que nos controlar para não a ir buscar.
Este ano teve pela primeira vez praia com a escola. Por um triz, não ficou em terra. Aliás, acho que só não ficou porque a escola não deu alternativa. Lá falei com várias mães mais experientes, que já passaram por isto e percebi que estava a ser mais uma vez uma exagerada.
Outra evolução, este Verão ir passar uma semana a casa da avó, e desta vez ela em Portimão e nós em Lisboa. Lá conseguimos avançar com esta ideia, claro que estamos sempre a perguntar se ela quer meeeeeeeeesmo ir ( na remota e inconsciente esperança que ela diga que não), mas ela quer, dá saltos e já quer ir fazer as malas.
Tudo combinado, vai com os tios, o tio vai ao festival do sudoeste e a tia , que não vai ao festival, leva a inês, apanham o tio e seguem para Portimão.
Passam lá uma semana e nós na segunda semana vamos lá ter.
Perfeito podia eu pensar....mas não.
Começo a pensar numa viagem dela sem mim e começo a entrar em pânico, tento ser forte e afastar esse pensamento e convencer-me que estou a ser parva que vai correr tudo bem, que por essa ordem de ideias ela não saía de casa, porque nós fazemos viagens de carro todos os dias e não estamos livres que alguma coisa aconteca. Tentei juro que tentei...mas não consigo
O meu coração fica apertadinho apertadinho e um nasce um nó enorme na garganta.
E se acontece alguma coisa e eu não estou lá, não me ia perdoar. Se ela tem um acidente e eu não estou, não consigo, eu ia morrer por dentro.
Sim, bem sei, se ela tiver um acidente comigo também não é positivo, mas eu estou lá e o eu estar lá muda tudo.
Andei a moer este assunto uns dias a ver se passava, mas não passou, então ontem falei com o pai, ele vai-me fazer ver que não faz sentido e que está tudo bem, pensei eu. A minha sorte é que o pai é o GALO em pessoa.
Conclusão vamos a Portimão passar o fim de semana para a levar.
Se eu pensar racionalmente é rídiculo, mas quando temos filhos pensamos mais com o coração do que com a razão, e não há volta a dar... é mais forte do que nós.
PS: Telma sempre foste uma querida para a inês, e agradeço a tua disponibilidade para me facilitares a vida levares a Inês poupando-me esse trabalho. Bem sabes que não é nada pessoal.....coisas de pais galinhas
Um dia quando fores mãe vais-me entender de certeza :)
Se quiseres boleia para o Algarve é só dizeres :)
A Inês tem 5 anos, o ano passado pela primeira vez ficou 3 noites longe de mim, na avó, e o longe foi apenas a distância entre Portimão e Carvoeiro que são o quê?? uns míseros Km.
Mas fui forte, e pensei, deixa de ser ridícula também tens direito a um fim de semana a dois, ela fica bem e está aqui ao ladinho.
E lá fomos nós todos contentes, recordar os velhos tempos em que eramos só os dois. Claro que ao segundo dia estávamos agarrados ao telemóvel a ver as fotos dela e tivemos que nos controlar para não a ir buscar.
Este ano teve pela primeira vez praia com a escola. Por um triz, não ficou em terra. Aliás, acho que só não ficou porque a escola não deu alternativa. Lá falei com várias mães mais experientes, que já passaram por isto e percebi que estava a ser mais uma vez uma exagerada.
Outra evolução, este Verão ir passar uma semana a casa da avó, e desta vez ela em Portimão e nós em Lisboa. Lá conseguimos avançar com esta ideia, claro que estamos sempre a perguntar se ela quer meeeeeeeeesmo ir ( na remota e inconsciente esperança que ela diga que não), mas ela quer, dá saltos e já quer ir fazer as malas.
Tudo combinado, vai com os tios, o tio vai ao festival do sudoeste e a tia , que não vai ao festival, leva a inês, apanham o tio e seguem para Portimão.
Passam lá uma semana e nós na segunda semana vamos lá ter.
Perfeito podia eu pensar....mas não.
Começo a pensar numa viagem dela sem mim e começo a entrar em pânico, tento ser forte e afastar esse pensamento e convencer-me que estou a ser parva que vai correr tudo bem, que por essa ordem de ideias ela não saía de casa, porque nós fazemos viagens de carro todos os dias e não estamos livres que alguma coisa aconteca. Tentei juro que tentei...mas não consigo
O meu coração fica apertadinho apertadinho e um nasce um nó enorme na garganta.
E se acontece alguma coisa e eu não estou lá, não me ia perdoar. Se ela tem um acidente e eu não estou, não consigo, eu ia morrer por dentro.
Sim, bem sei, se ela tiver um acidente comigo também não é positivo, mas eu estou lá e o eu estar lá muda tudo.
Andei a moer este assunto uns dias a ver se passava, mas não passou, então ontem falei com o pai, ele vai-me fazer ver que não faz sentido e que está tudo bem, pensei eu. A minha sorte é que o pai é o GALO em pessoa.
Conclusão vamos a Portimão passar o fim de semana para a levar.
Se eu pensar racionalmente é rídiculo, mas quando temos filhos pensamos mais com o coração do que com a razão, e não há volta a dar... é mais forte do que nós.
PS: Telma sempre foste uma querida para a inês, e agradeço a tua disponibilidade para me facilitares a vida levares a Inês poupando-me esse trabalho. Bem sabes que não é nada pessoal.....coisas de pais galinhas
Um dia quando fores mãe vais-me entender de certeza :)
Se quiseres boleia para o Algarve é só dizeres :)
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