segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Em modo pré adolescente



Faz-me alguma confusão, que a bebé que saiu de dentro de mim, se queira vestir como as adolescentes, que parecem rebanhos, todas de igual.

Não há volta a dar, ela está mesmo crescida e já não vai em cantigas, da última vez que lhe vesti um vestido de menina, ainda este verão, mais parecia que lhe tinha enfiado um colete de forças, de tão incomodada que ela estava.

Ela olha para mim, enquanto coloco os cremes na cara, e diz que estou na fase pré-velha.

Eu olho para ela e está definitivamente na fase pré-adolescente.

Não sei qual das 2 a mais assustadora.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Descubra as diferenças

No comboio, a caminho da praia do barril, 7 anos depois.

Inês com 2 ou 3 anos ( já não me lembro muito bem)

Inês 9 anos

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Filhos





Ontem soube que tenho 2 amigas grávidas, VIVA o verão e o calor :).

Fiquei muito, mas mesmo muito feliz.  Não me consigo lembrar, assim de repente, de melhor sentimento do que o descobrir que se está grávida (quando é desejada obviamente) e não há de certeza, um amor melhor e mais verdadeiro do que o que se tem por um filho.

Ser mãe é embarcar numa viagem do cacete, que não tem  fim :)

No entanto, estas novidades deixam-me sempre um pouco angustiada e fazem-me questionar se estarei a tomar a decisão correcta.

Tenho a certeza de várias coisas.
Tenho a certeza que gosto de ser mãe de uma filha crescida, tenho a certeza que não tenho saudades nenhumas de bebés, e de noites mal dormidas e de cólicas e de idas regulares a pediatras e de toda a logística que um bebé implica.
Tenho a certeza que me sinto realizada enquanto mãe e não sinto necessidade de ter um segundo filho.

Tenho a certeza que temos um orçamento familiar que não nos permite ter outro filho, sem termos
obrigatoriamente que fazer alguma ginástica orçamental, não temos um grande apoio familiar o que implica que em primeira instância teremos de contar só connosco.

Ter só uma filha, que brevemente irá para uma escola pública, permite-nos ficar com uma folga orçamental. Podemos mudar de casa, viajar, poupar, podemos ter uma vida mais tranquila e ser daqueles pais que podem ajudar os filhos em momentos de aperto, que podem pagar a universidade se ela não conseguir entrar na pública, que podem na loucura e se assim decidirmos, oferecer a carta de condução e o primeiro carro, e não me lixem... isso é fixe para caraças.

Tudo isto faz imenso sentido e é uma decisão  que me deixa confortável, mas a verdade é que ainda não me consegui livrar do medo de me arrepender e de ser tarde demais.

E cada vez que sei que vem bebé a caminho, sou invadida por dúvidas existenciais.










sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Mulheres ao volante...





Acabei de assistir a uma cena SU-RRE-AL

Em plena Avenida da Répública, nos semáforos da rotunda do Saldanha, uma mulher pára o carro na fila da esquerda, com o semáforo verde e na maior das calmas, como se não estivesse a incomodar ninguém, pega no telefone e liga para a filha, que pelo que pude perceber, estava à espera da mãe, à porta do monumental.

Carros a buzinar, pessoas incrédulas a comentar, o semáforo entretanto fica vermelho,  passa a verde,  e ela lá continua e acena com a mãozinha na janela, como quem diz:

- Crêdo, pessoas, não se enervem, é só um piqueno momento, que a minha Constança está a chegar (isto com mega sotaque  tia).

E a Constança ( nome  fictício, mas que concerteza estará mais perto do verdadeiro, do que Liliane Marise), lá fala com a mãe ao telefone e entra no carro, em plena avenida da républica caótica, de onde partem felizes e contentes.

Depois admiram-se que as mulheres tenham fama de ser uma aberração ao volante. Esta, confirmo eu que sou mulher, é uma verdadeira anormal.


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A ternura dos 40 - I




A caminhar a passos largos para os 40 anos, sim falta menos de 1 ano e ainda não sei como isto está a acontecer, acho sinceramente que houve algum erro na minha data de nascimento, os senhores lá de Angola, não deviam ter bem a noção do que estavam a fazer.

Vamos lá então acompanhar esta fase, e ver se de facto se dão as tão famosas transformações.

Para já tenho a registar que este ano, pela primeira vez, chego ao fim do dia com uma pressão enorme nas pernas. A sensação que tenho é que em vez de pernas tenho troncos, que estão prestes a rebentar.

Diz que aparentemente estão normais, mas a verdade é que me sinto um pequeno elefante e dou por mim deitada no sofá com almofadas debaixo das pernas para aliviar.

Espero que isto seja coisa que só acontece no verão e que quando o calor passar, tudo voltará ao normal, vamos ver.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O Regresso



Regressou a Inês.
Regressou o trânsito.
Regressou o despertador.
Regressou a escola.
Regressou tudo, só não regressou a vontade...